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Papa recebe bispos do Rio Grande do Sul em visita ad Limina

Na conversa de duas horas com os 23 bispos e arcebispos do Rio Grande do Sul, foram tratadas questões como a guerra na Ucrânia, a sinodalidade, o Pacto pela Educação e assuntos relacionados à América Latina e ao Brasil, numa comunhão fortalecida pela evangelização.



Andressa Collet - Vatican News

No penúltimo dia de visita ad Limina Apostolorum no Vaticano nesta quinta-feira (5), os 23 bispos e arcebispos do Rio Grande do Sul foram recebidos pelo Papa Francisco. Eles representam as quatro arquidioceses e as 14 dioceses do Regional Sul 3 da CNBB. São eles: 4 arcebispos, 15 bispos ativos, 3 bispos eméritos (aposentados) e o padre Silvio Jorge Mazzarolo, administrador diocesano de Cruz Alta. O arcebispo de Porto Alegre e primeiro vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, comentou que foram duas horas de encontro com o Pontífice, de uma "conversa intensa":

"Intensa porque marcada pelo espírito de proximidade, de fraternidade, de liberdade. Já no início da audiência, o Santo Padre nos propôs um diálogo aberto, franco, sem questões pré-fixadas. Éramos livres para trazer quaisquer questões que achássemos conveniente apresentar naquele momento de diálogo."

Na conversa foram abordados vários assuntos, como a própria Guerra na Ucrânia, que tem ganhado destaque da imprensa internacional, mas não só, acrescentou o arcebispo, porque Francisco recordou com insistência "das tantas guerras que estão em curso ao longo do globo. Há tempos ele vem afirmando que estamos vivendo uma Terceira Guerra Mundial em pedaços e isso é uma verdade".

Sinodalidade, América Latina e Pacto pela Educação

O primeiro vice-presidente da CNBB disse ao Vatican News que também foi abordado o tema da sinodalidade "e com muita liberdade e com um espírito muito bonito". Ao ser questionado sobre assuntos regionais, isto é, a América Latina, o Papa também deu a sua mensagem:

“Pedimos a ele uma palavra sobre a América Latina, como ele vê e como ele analisa a realidade da nossa América Latina e do Brasil, sem esquecer os nossos presbíteros, e com um destaque todo especial ao Pacto pela Educação, essa iniciativa inaugurada pelo próprio Santo Padre que vem alcançando e conquistando sempre mais adeptos à proposta.”

Comunhão fortalecida pela evangelização

A visita ao Vaticano termina oficialmente nesta sexta-feira (6), após uma semana em que o grupo participou de reuniões e encontros em diversos Dicastérios, Congregações, Conselhos Pontifícios e Comissões. Além disso, o grupo também apresentou um relatório sobre a situação da arqui/diocese de cada um, um material que não consiste especificamente em uma prestação de contas, mas uma explanação sobre a situação de cada Igreja Local.

A viagem está terminando com saldo positivo e após dois anos de espera, já que precisou ter sido cancelada ainda em 2020 por causa da pandemia da Covid-19. Assim, depois de 13 anos desde a última visita ad Limina em 2009, o grupo retorna ao Brasil com a comunhão pela evangelização fortalecida através do encontro com o Papa Francisco:

"Foi um momento rico de diálogo de proximidade. Eu diria até de humor, porque em determinados momentos, com muita simplicidade, de vez enquanto vinha uma tirada, vinha uma 'battuta', como se diz em italiano, e que ajudava a tornar o momento ainda mais agradável. Agora, retornamos para as nossas dioceses, certamente incentivados e sentindo mais fortemente ainda a comunhão que nos une nesta obra de evangelização tão necessária em favor do nosso povo e da nossa gente."