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Episcopado gaúcho debate realidade atual do Estado e traça planos de ação em favor das vítimas das chuvas

A situação alarmante do Rio Grande do Sul depois de quase um mês de fortes chuvas em todo o Estado motivou o episcopado do Regional Sul 3 a se encontrar na manhã de sexta-feira (24). Em reunião online, os arce/bispos discutiram formas de potencializar a presença da Igreja junto ao povo que sofre e definiram caminhos para ajudar efetivamente aqueles que mais precisam.

Durante o encontro, o episcopado conversou sobre a Campanha em favor das vítimas das chuvas e viu que as Celebrações de Corpus Christi são ocasiões importantes em todo o Estado para o exercício da solidariedade. Além disso, é tempo propício para expressar nossa gratidão por tantos que ajudam e doam seu tempo em meio a esse cenário tão difícil, destacaram os bispos.


Uma proposta lançada pela Presidência do Regional e aprovada pelo conjunto do episcopado foi a produção e impressão de uma revista, para apresentar especialmente as ações realizadas por toda a Igreja no Rio Grande do Sul neste período das enchentes. O material também será uma prestação de contas do quanto estamos fazendo, além de ser também oportunidade de formação sobre o cuidado com a casa comum, a fim de tomarmos consciência do quanto o Rio Grande do Sul e o Brasil sofrem com os desastres climáticos.


Gestão da Campanha em favor das vítimas das chuvas

Um dos principais pontos da pauta da reunião desta manhã foi a definição sobre a prestação de contas e a gestão dos recursos arrecadados pela Campanha lançada pela CNBB Regional em favor das vítimas das chuvas no Estado.


O episcopado constituiu o Conselho Gestor da Campanha, que organizará a prestação de contas e trabalhará a partir de alguns indicativos apontados pelos bispos no encontro de hoje: as doações devem ser integralmente destinadas para ajudar as famílias atingidas (e não paróquias ou comunidades); a campanha seguirá ativa e será reforçada em Corpus Christi; e, ainda, que com os recursos arrecadados sejam adquiridos nas indústrias do RS os equipamentos, móveis, alimentos e outros itens necessários para ajudar quem precisar.


O grupo que fará a gestão e destinação será composto pelos bispos diocesanos das regiões mais afetadas do Estado, além do administrador diocesano de Rio Grande. Assim, ficou composto por: dom Jaime Spengler (Porto Alegre), dom Carlos Rômulo Gonçalves e Silva (Montenegro), dom João Francisco Salm (Novo Hamburgo), dom José Gislon (Caxias do Sul), dom Aloísio Dilli (Santa Cruz do Sul), dom Jacinto Bergmann (Pelotas), Pe. Gil Pereira (Rio Grande), dom Leomar Brustolin (Santa Maria) e dom Edson Mello (Cachoeira do Sul).


Encontro com Provinciais e Coordenadores de Pastoral


Com o cancelamento das Assembleia Regional e dos encontros agendados para o início de junho, o episcopado agendou para os dias 24 e 25 de julho uma reunião com os Provinciais e Coordenadores de Núcleos das Congregações Religiosas presentes no RS e, junto, os coordenadores diocesanos de pastoral.


Para estes dias, os bispos pontuaram a importância de que a realidade atual do Rio Grande do Sul seja debatida e refletida, especialmente a postura pastoral em relação a esta realidade e as condições humanas em que está o povo gaúcho, prevendo uma atuação pastoral mais assertiva e eficaz na ajuda espiritual, psicológica e material de quem precisa.


Despedida


A reunião foi a última em que participou dom José Mário Angonese, nomeado para a Arquidiocese de Cascavel, no Paraná. Dom José convidou todos para a sua posse, no dia 09 de junho e recebeu os agradecimentos dos bispos do Regional Sul 3 pelos seus sete anos de episcopado em Uruguaiana.


Dom Leomar Brustolin, presidente do Regional e arcebispo de Santa Maria, arquidiocese de onde dom José Mário é natural, enviou seu irmão bispo: “Vá, mas saiba que aqui sempre será sua casa”.

 

CNBB Sul 3

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