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Dom Leomar inaugura a Casa Papa Francisco

Nova obra da ação sociotransformadora da Arquidiocese de Santa Maria inicia sua missão coordenada pela Fraternidade O Caminho.




A manhã do sábado, 18 de junho, registrou um novo momento da Ação Sociotransformadora arquidiocesana. A programação iniciou às 10 horas, com uma celebração eucarística na Catedral Metropolitana. Presidida pelo arcebispo Dom Leomar Antônio Brustolin e concelebrada por padres e diáconos, estavam presentes autoridades civis, militares e acadêmicas, e também, representantes das diversas pastorais e movimentos que já atuam na arquidiocese.

Dispensando o protocolo, o arcebispo a todos se dirigiu com uma única saudação: “meus irmãos e minhas irmãs”. Refletindo sobre a Palavra de Deus, destacou que o Reino de Deus é um dom, como anunciou Jesus. Assim como Deus cuida das aves do céu e veste os lírios do campo, cabe ao ser humano, enquanto filho de Deus, trabalhar para que todos tenham vida em abundância. Para o arcebispo:

“Adoramos o Cristo na Eucaristia e o servimos nas pessoas que mais precisam”.

Dom Leomar destacou a presença representativa do clero como um sinal de unidade e de caminhada sinodal. Também reconheceu a presença de grande número de participantes na assembleia, no que denominou “celebração da caridade de Cristo”. Apresentou os integrantes da Fraternidade O Caminho que coordenarão a Casa Papa Francisco.


Na nova instalação aconteceu a entronização da Cruz de São Damião, seguida da bênção da casa. Na ocasião, o Dr. José Ery Camargo, que atuou por mais de 30 anos junto a Dom Ivo Lorscheiter, ao fazer uso da palavra, lembrou do sonho do antigo bispo em ter neste prédio um local de esperança aos pobres e mais necessitados.

Hoje Dom Ivo está aqui entre nós vibrando com a realização do sonho dele através da Casa Papa Francisco. Esta casa vai resgatar a dignidade à qual os pobres têm direito, com plena dimensão do que é ser verdadeiro e autêntico católico.”, afirmou o advogado.

O arcebispo agradeceu o trabalho da Congregação das Filhas do Amor Divino, que atuou anteriormente no local, e à família Isaía, que doou a casa para a Arquidiocese em 1977. Ao encerrar seu pronunciamento,

afirmou:


Acolhemos com alegria a Fraternidade o Caminho, que aqui fixará sua morada, como comunidade, prestadora de auxílio pastoral para aqueles que se encontram à margem da sociedade, portadores dos flagelos da drogadição, da prostituição, da fome e do cárcere. Aqui eles serão hospitaleiros com esses filhos prediletos, este deve ser um local dos pobres, com os pobres e para os pobres.”